quinta-feira, 22 de julho de 2010

Para onde o vento soprou...

O amor tem destas coisas...
O amor que eu tenho pela minha amiga levou-me a querer fazer com ela esta viagem, e esse mesmo amor que por ela sinto não me permite outra coisa senão dar-lhe o espaço que ela merece para ser quem é, e para fazer o que quer, tal como eu sei que ela me dá a mim.
A nossa viagem, segundo o meu ponto de vista, sempre nos permitiu dar liberdade uma à outra...se por algum momento os caminhos tinham de seguir direcções opostas, assim foi, mas sempre com previsão de regresso...a nossa viagem é feita a duas e longe ou perto, eu estou com ela, e ela comigo.

Tudo isto para dizer, que depois do nosso reencontro, e de passarmos pelos sítios onde a ventosa morena vos descreveu, seguimos rumo à terra que roubou o coração da minha companheira de viagem. A nossa viagem seguiu caminhos opostos quando fui à ilha de Páscoa e enquanto estive na Bolivia. Cada uma de nós viveu experiências diferentes, que nos deram novo brilho e crescimento...

Foram algumas as horas de bus que ainda tivémos de percorrer até chegar lá...eu, que não tinha motivos para isso, acho que estava tão excitada com a perspectiva de ir conhecer Uspallata como ela devia estar no dia em que resolveu largar tudo e seguir para lá.
Chegámos de noite, e pouco depois aparece o rapaz que nos acolheu...o Dom Quixote de Uspallata! Argentino de gema, romântico de coração.
Acho que estávamos os dois nervosos (eu e ele)...acho que estávamos os três contentes...
Posso contar isto Inês?!!?? Permites-me?
Se me permites então contarei também, que gostei muito de ai estar....gostei muito de o conhecer e toda a realidade campestre que a ti também te cativou. Se me permites, vou contar ao mundo que existem galinhas, porcos e leitões, um gato e dois cães enormes, montanhas lindas e um casal de apaixonados escondido numa cabana pintada de cores vivas. Se me permites vou contar que construímos um forno enquanto ai estive, que passeámos a cavalo... vou dizer que conheci amigos vossos cujo coração superava o corpo, se me permites vou ainda dizer que te vi brilhar como há muito tempo não via, e que me sinto feliz de ter testemunhado esses momentos, em que a vida atinge a simplicidade do dia-a-dia, em que o amor justifica tudo, e em que estiveste com uma plenitude como eu nunca te vi antes...
Se me permites Inês, vou contar ao mundo que estás feliz, e que eu estou feliz por ti, e que mesmo longe, sei que continuamos perto...eu em Lisboa, tu em Uspallata...

7 comentários:

Bea disse...

Vieram-me as lágrimas aos olhos! :) estou desejosa de conhecer Uspallata! Beijinho grande às 2 e até amanhã Shiló :)

múrmurio disse...

Ainda bem que lá vais amiga!! e Ainda bem que aqui estou a matar saudades do mundo portugues!!
beijinhos

Inês disse...

Eu tambem te amo amiga e tambem me comovi com as tuas palavras :)
Viva Uspallata!

múrmurio disse...

É uma emoção!!! :D

Racas disse...

Viva a lágrima no canto do olho!!! Vivaaaa!
Nokinhas, Amiga, a saudade de não te ter aqui é abafada pela certeza de saber que estás tão bem e feliz! Um beijo enorme da tua Racas que te adora!

Racas disse...

Shiló, parabéns pelas tuas belas palavras... tu também estás muito iluminada, miga, pelo que pude ver ontem ao vivo e a cores! Estas viagens são sem dúvida uma experiência de vida e dão uma bagagem que nenhuma outra experiência pode igualar! Beijocas gdes...

Leonor disse...

Nokas: Não posso deixar de estar feliz porque sinto, através das tuas palavras vindas de longe, e do post que a Claúdia deixou aqui, que estas apaixonada e a viver coisas únicas. :) Uma perfeita Srª campestre com o seu D.Lizandro :)
Um beijinho grande com saudades,

Banquise (Leonor)